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Um soco na educação

Fala sério: o que está acontecendo com a nossa capacidade de dialogar? Ontem, em mais uma luta, digo, debate para a Prefeitura de São Paulo, vimos um assessor e um marqueteiro trocando socos ao invés de ideias - reflexo mais do que evidente de como estamos lidando com conflitos hoje em dia. 


Quando somos questionados ou insultados, parece que a primeira reação é partir para a agressão, seja ela física ou verbal. Mas será que é assim que queremos resolver nossos problemas? Obviamente não. Minha vontade era dizer que essa turma aí não tem mais solução e que o jeito seria mesmo forjar as novas gerações que começam a entender o que é convívio social. 

Acontece que ainda tenho uma ponta de esperança nesses mais "grandinhos" e me dou o trabalho de investigar, estudar e desenvolver formas de administrar conflitos. Temos de investir pesado na educação emocional. Desde cedo, deveríamos aprender a lidar com as emoções de maneira saudável e natural. Imagine um mundo onde, ao invés de socos, trocássemos palavras e buscássemos soluções juntos. Parece um sonho "a la" John Lennon, mas algo precisa ser estimulado em nós, porque basta querer para fazer. É totalmente possível.


Adultos, mais do que nunca, precisam de treinamento contínuo em inteligência emocional. A terapia, o coach e a mentoria fazem um bem danado, mas há muitos outros espaços para desenvolver essa falha no sistema. Workshops, cursos de desenvolvimento pessoal, qualquer coisa que ajude a gerenciar as emoções e responder de maneira equilibrada as situações de estresse ou conflitos. Convenhamos, a vida é cheia de desafios e insultos, e a maneira como respondemos a eles define quem somos.


A sociedade tem um papel importante nisso tudo. Mídias, instituições e líderes precisam promover e valorizar comportamentos que incentivem a comunicação não-violenta. Chega dessa cultura do "olho por olho". Precisamos de compreensão e respeito. E isso começa em cada um de nós.

Se sugestão vale, da próxima vez que se sentir insultado ou questionado, pare e pense. Como você quer responder? Com um soco, um grito ou com uma solução? A escolha é sua. E acredite, escolher o diálogo e o espaço pacífico não é sinal de fraqueza. Muito pelo contrário.



 
 
 

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