top of page

De volta ao básico

Atualizado: 28 de fev.

Algumas empresas precisam resgatar a cultura que as levou ao sucesso para curar as dores do crescimento.


O crescimento empresarial é um paradoxo inevitável. Todos querem crescer, mas poucos entendem as complexidades que isso traz. No início, a empresa opera como um organismo coeso. Todos conhecem a missão, os valores e o propósito. Há proximidade, pertencimento e uma dinâmica fluida. Mas, à medida que a empresa cresce, essa conexão se dilui. Novas pessoas entram, novas áreas são criadas, e o ambiente que antes era familiar se transforma em um mosaico de interesses.


Um dos maiores equívocos é negligenciar a contratação por afinidade de valores. Currículos impressionantes podem ser tentadores, mas o que acontece quando esses profissionais, apesar de competentes, não compartilham a cultura da empresa? O resultado é uma identidade fragmentada, onde a essência se perde e o ambiente se torna vulnerável a conflitos. O crescimento rápido também sobrecarrega a liderança. O CEO e a direção, antes próximos dos processos, agora estão imersos em estratégias e desafios operacionais, criando um vácuo que desorienta e desmotiva os colaboradores.


Aqui, o papel do CEO e da direção é decisivo. Eles não podem ser apenas gestores de metas e números; precisam ser guardiões da cultura. Isso significa liderar pelo exemplo e reforçar os valores em cada decisão. Uma das formas de fazer isso é por meio de uma comunicação clara e mais autêntica. O CEO deve ser a voz que unifica a empresa, contando histórias que reforcem a missão e os valores e mostrando como cada colaborador contribui para o todo.


Além disso, a direção precisa investir em processos estruturados de integração e desenvolvimento. Novos colaboradores não devem chegar somente para aprender sobre os processos da empresa, devem também absorver sua cultura. Como funcionamos, como reagimos e, principalmente, como atuamos quando alguém sai da linha. O detalhe, aliás, faz toda a diferença na hora de provar a coerência entre promessa e prática. Programas de mentoria ajudam a alinhar expectativas e garantem a transmissão da identidade organizacional ao longo do tempo.


Crescimento não é um evento, mas um processo contínuo. Ele exige paciência, flexibilidade e um compromisso inabalável com as pessoas que formam o coração da empresa. Crescer dói, mas essa dor pode ser transformada em aprendizado e evolução. A chave está em preservar a cultura e manter viva a essência que impulsionou o sucesso. 


Se não entendeu os rumos que a empresa tomou, retorne ao ponto de partida e lembre por que as coisas ali deram certo.




 
 
 

Comments


+ Recentes
Arquivo
Busca por Tags
Siga-me
  • LinkedIn Social Icon

© 2015 - 2024 | Luis Alcubierre
criado com w
ix.com

 

  • LinkedIn
Luis Alcubierre
bottom of page